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BEDA
stage 17: Por que você escreve?
22/08/2016

Quisera eu estar em um mundo de poetas, onde viver da escrita era algo aceitável.
Desde quando aprendi a ler me entreguei à esse universo em que eu poderia escrever coisas que valiam meus sentimentos. A dor vira um poema misterioso em que várias almas pensantes se identificam. A alegria sempre tem nome, quando falamos de escrita. Por muitas vezes me senti acolhida em frases quando os dias não estavam muito gloriosos. As palavras tem poder, isso eu não nego.
Me apaixonei por Shakespeare e Clarisse Lispector, e desde então queria encontrar autores com quem eu me aproximasse tanto da alma como fiz com eles.
De fato consigo me expressar muito mais escrevendo do que falando. Falar de algo profundo me faz travar e ficar em um monologo irritante. And I couldn't leave without saying that, I give my soul in the texts when I writing in English. Sometimes I feel that I was born in the wrong side of America.
I write to release my ghosts and agonies, I write to feel that my existence isn't vague. I write to be remembered.

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BEDA
stage five: Como escritores com bloqueio se sentem?
05/08/2016

Uma coisa é ter artblock que dure semanas que, conscientemente, você sabe que volta, e volta com tudo. Agora bloqueio de escrever, urghh péssimo. A gente se sente burra quando a capacidade de escrever algo que queremos tanto vai à zero. É mega estressante querer argumentar sobre algo que gostamos ou queremos MUITO falar e quando decidimos sentar para escrever o que sai é HURR DURRR MIM ESCREVE.
O pior é que, não adianta forçar. Quanto mais se força pra escrever mais bosta fica. E quando você lê a escrita forçada, a vontade de dar aquele facepalm e gritar "onde eu estava com a cabeça escrevendo isso" ou um simples "gezzz" é grande. Não é a toa que os escritores demoram séculos pra lançar uma obra que seja digna de 5 estrelas.
A única solução, o que resolve para mim, é uma boa leitura. Qualquer coisa serve, desde que esteja bem escrito. Quanto mais você desafia sua capacidade de entendimento, mais seu vocabulário enriquece e a engenhoca criativa começa a se lubrificar e volta a funcionar.
E por fim tenhamos paciência, jovem tolkien.
Juntei o projeto 642 coisas para se escrever com o BEDA
Juntei o projeto 642 coisas para se escrever com o BEDA

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04/642: Morning!
06/11/2014
216.Conte para um estranho sobre o seu dia-a-dia.
Como sempre, custei a acordar e com toda a calma do universo escutei um : Tais, hoje não tem curso não?. Levantei e logo vi minhas duas gatas, Boca preta e Filó, deitadas do lado da cama. Pulei elas e fui direto lavar a cara. Sono define essa hora.
Depois de ter me arrumado, peguei a mochila e minha chave e junto com meu pai fomos a pé para nosso destisno. Logo no segundo quarterão vi a melhor coisa que se pode ver! Meu pai ajudando uma senhorinha a por o lixo pra fora, sem preocupação com tempo ou com o trabalho. Uma inspiração!
Cheguei no curso e foi o dia da minha turma limpar a cozinha. O outro grupo tinha feito macarronada, e ficou horrível. Puro óleo.
Onze horas fui pra casa com o meu amô, mas antes passamos na farmácia por causa da dor que estou no ouvido.
E depois dessa manhã totalmente normal e sonolenta, peguei a bike e fui para o trabalho pegando um sol quentinho na pele. Estou morena praia por causa disso.
O dia no trabalho foi tranquilo, nada de novo, nada de chato. Internet all day, dude.
Chegando em casa, fui direto comer algo. Fome me define.
Depois disso, a preguiça matando pra ir à faculdade. Final de ano é cansativo, e como é.
Aulas chatas e sem adicional à meu intelecto, so boring. Mas depois de tudo isso, vou ver meu Amorzão (: ai eu fico feliz. Aí eu posso dormir em paz.
Cheguei no curso e foi o dia da minha turma limpar a cozinha. O outro grupo tinha feito macarronada, e ficou horrível. Puro óleo.
Onze horas fui pra casa com o meu amô, mas antes passamos na farmácia por causa da dor que estou no ouvido.
E depois dessa manhã totalmente normal e sonolenta, peguei a bike e fui para o trabalho pegando um sol quentinho na pele. Estou morena praia por causa disso.
O dia no trabalho foi tranquilo, nada de novo, nada de chato. Internet all day, dude.
Chegando em casa, fui direto comer algo. Fome me define.
Depois disso, a preguiça matando pra ir à faculdade. Final de ano é cansativo, e como é.
Aulas chatas e sem adicional à meu intelecto, so boring. Mas depois de tudo isso, vou ver meu Amorzão (: ai eu fico feliz. Aí eu posso dormir em paz.
And that's all folks, my everyday in a text.
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03/642 | Debaixo do cobertô
15/10/2014
8. Onde você se esconde (da vida, dos pais, dos problemas, etc)?
Acho que sempre me escondo dos problemas, sejam eles pequenos ou grandiosos, de fácil solução ou um quebra cabeça. Além disso acho que faço isso todo dia, depois da aula, especificamente em um lugar que é o meu calmante. Sim, é debaixo do cobertô do meu amô! Mesmo estando um calor infernal eu quero ficar lá embaixo, esquecendo do mundo e sonhando com o futuro. Mesmo que os leões que mato diariamente não são raivosos eu ainda não me acostumei, e nunca vou me acostumar por ser uma pessoa que odeia brigas/intrigas e que quer viver em paz. Mas como nada são flores e temos que enfrentar de cabeça erguida as coisas e bater de frente mesmo que aquilo nos machuque, tendo um lugar pra se esconder e derramar um rio de lágrimas ao se manisfestar sobre acontecimentos é sempre bom, lembrando que tudo um dia vai passar. Calm down lady!
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02/642: Go away
25/09/2014
14. Como escritores com bloqueio se sentem?
Digamos que eu não esteja passando bem, essa é a sensação de um bloqueio maldito que vem à dias me seguindo. A sensação de improdutividade está em uma das piores que há de se sentir, e é sentida como uma amputação.
E se a demora da criatividade e sentimentos voltarem forem longas, a amputação só tende a piorar e subira incessantemente deixando a tristeza invadir todo o espaço.
O sentimento de inutilidade toma conta da mente do sábio ocupante que tem fé de que isso irá passar, de algum modo, em um desses dias.
É claro que se passar de dois dias o nervosismo bate à sua porta e a vontade de quebrar tudo e transformar em obra de arte mas é certo de que aquilo não irá agradar e apenas diminuirá a sensação de apatia.
Por fim, vou vivendo cada dia por vez assim a esperança sempre se renova.
- Escritor Amador que está a beira do caos mental.
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1.Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro.
01/642: Big eyes
06/09/2014
1.Descreva a sua aparência física (na terceira pessoa), como se você fosse uma personagem de livro.
Ela era tão distante que parecia estar sempre viajando nos mundos em que criava.
Estranha à olhos de quem não a conhece, tímida aos que convive por pouco tempo.
Fala mais do que o homem da cobra quando se sente à vontade, quieta que nem um buda quando está com a melancolia testando sua mente.
O seus sentidos são aguçados de forma à perceber o que não está certo, e deveras vezes já acertou em cheio quando o cupido fez seu papel.
Se isola quando não quer que te vejam triste ou sofrendo, ela acha que as pessoas devem ser felizes e nunca devem ficar sozinhas, nem quando vão tomar aquele café na padaria mais longínqua da rua mais terrosa.
Gosta das coisas mais simples o possível e não é ambiciosa com o que não é importante para sua vida.
Já quis ser vegetariana e quando deu certo se sentiu bem com isso, mas quando viu que sua mãe tinha feito frango desistiu de tudo e foi ser feliz comendo aquilo como se fosse a primeira vez. E depois de ter dito tudo isso, eis que percebo que deveríamos falar da sua aparência.
Sempre descontente com sua franja mas antes curta do que a cegando e, depois de um tempo não quis mais ter o cabelo comprido por achar que dá uma trabalheira e se rendeu a cortes de todos os tamanhos. Tentou ser diferente um tantão de vezes, mas sempre voltou ao que era, aquela menina dos pés pequenos e orelhas de criança.
A grandeza de seus olhos nunca mentiam sobre tal sentimento, mesmo que quisesse ela revelava com um olhar o que pensou.
Era certo de que quando não gostava do tinha feito ela voltava à tacar lhe preto no cabelo.
De altura mediana sempre achou que fosse alta, porém não era. Silly girl.
Alguns a achavam índia por ter a pele parda e o cabelo tão negro, outros já pensavam que era mestiça por sempre usar o tal delineador. Os olhos pareciam ter saído de algum anime.
O sorriso era algo que nunca lhe faltava, pelos lábios habitarem dentes pequeninos que um dia o aparelho ortodôntico escondeu. Agora sim ela sorri, e muito.
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